O presidente da Alepe, deputado Eriberto Medeiros, do PP, prestou homenagem aos mais de 4.700 pernambucanos que faleceram em razão da pandemia do novo coronavírus. Durante a Reunião Plenária desta terça, o parlamentar fez um discurso sobre os trabalhos do Parlamento no primeiro semestre do ano, que foram marcados pelas ações relacionadas ao covid e às vítimas da doença. “Para essas pessoas, e suas histórias, memórias, esperanças e sonhos, palavras nunca serão suficientes. Às suas famílias, manifestamos nossa sincera solidariedade e voto de pesar.” Ele também destacou a rápida adaptação do Poder Legislativo para instituir o trabalho remoto e o aumento da produtividade da Casa, que aprovou 90% a mais de projetos no primeiro semestre de 2020, em comparação ao mesmo período do ano passado.
A alta produtividade da Alepe durante a pandemia também foi destaque no pronunciamento do presidente da Comissão de Justiça, Waldemar Borges, do PSB. Ele ressaltou o aumento das propostas legislativas e do controle social por meio da TV Alepe, além de um amadurecimento nas relações políticas na Assembleia e na relação entre os Poderes no Estado. “Dessa maneira, entendo que a gente pode chegar ao fim deste semestre dando conta de que fomos, dentro de toda a adversidade que a pandemia colocou, fomos bem sucedidos em enfrentarmos esse momento.”
O líder do Governo na Casa, deputado Isaltino Nascimento, do PSB, enfatizou o espírito democrático com que os debates foram realizados nos últimos meses. Ele fez um agradecimento aos parlamentares pelo compromisso em apoiar as propostas governamentais, especialmente as relacionadas ao coronavírus. “Houve momentos de mais confluência das ideias do que divergências, houve momento de divergência, em que prevaleceu o voto da maioria, mas foram pouquíssimos casos que me reputo, neste primeiro semestre, em que houve necessidade disso.”
O presidente da Comissão de Administração Pública, Antônio Moraes, do PP, repercutiu audiência pública realizada na última segunda, para discutir o rompimento dos reservatórios em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú; Bom Conselho, no Agreste Meridional; e Sairé, no Agreste Central. Ele afirmou que o colegiado decidiu pela notificação dos prefeitos para que seja feito um levantamento sobre a acumulação de águas, tendo em vista o grande volume de chuvas registrado neste ano em Pernambuco.
A gestão do transporte público na Região Metropolitana do Recife foi criticada por Romero Sales Filho, do PTB. O parlamentar lamentou a qualidade do serviço prestado aos usuários do Consórcio Grande Recife e a falta de controle por parte do poder público. Ele defendeu que seja realizada uma licitação com critérios claros sobre a qualidade do serviço a ser prestado. O trabalho realizado pelo governador Paulo Câmara em resposta à pandemia foi elogiado pelo deputado José Queiroz, do PDT. Ele observou que o número de mortos poderia ser muito maior, não fosse a efetividade da gestão estadual. O parlamentar ainda lamentou o cenário de incerteza em relação ao papel do Governo Federal na gestão da crise sanitária.
O presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputado Delegado Erick Lessa, do PP, defendeu que a retomada da economia deve ser pautada por critérios regionais e medidas de interiorização do combate à pandemia. O deputado relatou que, em Caruaru, no Agreste Central, há falta de testes e leitos de UTI para fazer frente à doença, ao passo que o isolamento social é menor ao necessário para conter a disseminação do vírus.
Ainda sobre os efeitos da pandemia no município de Caruaru, a deputada Priscila Krause, do Democratas, ressaltou o compromisso e a seriedade da prefeita Raquel Lyra frente aos desafios do atual cenário. A parlamentar criticou a falta de diálogo do Governo do Estado com a gestão do município e elogiou ações da prefeitura, como os altos índices de testagem, a eficácia das barreiras sanitárias instaladas, a inauguração de novos leitos e a assistência à população mais vulnerável.
O deputado João Paulo, do PCdoB, fez um apelo à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa pelo rompimento do contrato de pagamento dos servidores da Casa por meio do banco Santander. Ele afirmou que a instituição financeira já afastou mais de 360 empregados e planeja extinguir 20% dos postos de trabalho. O parlamentar considera as medidas absurdas tendo em vista a lucratividade do banco e pede que o Poder Legislativo seja solidário com a situação dos trabalhadores.
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